A variação da latitude altera o grau de exposição das diferentes regiões à luz solar por causa do ângulo de incidência dos raios no solo. Essa incidência é crítica em áreas mais próximas ao Equador, caso das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, onde a radiação solar é praticamente o dobro da que incide na maioria dos países europeus.
O Rio Grande do Sul, situado entre 27 º e 3 º S, após o trópico de Capricórnio, recebe um terço mais de radiação que esses países; quanto mais perpendicular estiver o Sol, maior a quantidade de energia que alcança o solo.

Por outro lado, os sintomas no que se vê (as plantas) indicam impactos no que não se vê (os microrganismos do solo). Estes não resistem mais que algumas horas e temperaturas acima de 40 º C. A morte desses microorganismos ou a parasitação de sua atividade interrompe os ciclos de transformação de minerais em nutrientes para as plantas, evidentes prejuízos às culturas e aos solos. A radiação solar também varia de acordo com as estações do ano: é maior no verão e menor no inverno. Essa energia determina a temperatura ambiente, que se exerce forte influência na degradação de compostos orgânicos: quanto mais calor, mais rápida é a decomposição (até certo limite).


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